Mato-grossense de 24 anos acaba de assumir a função de supervisora de manutenção e transmissão da Energisa

No início de janeiro, Claudia Bilha de Almeida assumiu o posto de supervisora de manutenção e transmissão da Energisa em Rondonópolis. Está nas mãos dela o comando de uma equipe importante para o serviço na região.

No início de janeiro, Claudia Bilha de Almeida assumiu o posto de supervisora de manutenção e transmissão da Energisa em Rondonópolis. Está nas mãos dela o comando de uma equipe importante para o serviço na região.

A paixão pela profissão é antiga. Claudia, de 24 anos, conta que ainda criança costumava admirar à distância as torres de transmissão e subestações. “Achava tudo aquilo bonito e sonhava um dia poder chegar mais perto para ver como tudo funcionava.” Na hora de decidir qual carreira seguir, a paixão falou mais alto e a estudante foi aprovada na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Unemat), em Sinop, no curso de engenharia elétrica.

Hoje, Claudia se sente confortável na posição de liderança em uma atividade dominada por homens. Afinal, ela já está acostumada a fazer parte da minoria. Desde o primeiro dia de aula, na faculdade, a supervisora já ouvia comentários dos colegas sobre o fato de estar em um ambiente no qual normalmente as mulheres não têm espaço. Na turma de 40 universitários, apenas duas mulheres marcavam presença. Uma desistiu do curso logo nos primeiros semestres e hoje a supervisora da Energisa foi a única representante do sexo feminino a concluir o curso.

Em casa, eu e os meus irmãos sempre fomos incentivados a correr atrás da independência. Infelizmente há uma questão cultural e ainda há quem acredite que a mulher é menos qualificada para determinadas funções. Algumas situações podem mexer com a minha segurança, mas me posiciono sempre que necessário até convencer qualquer pessoa sobre a minha qualificação e capacidade”, explica a supervisora da Energisa.

Carreira em construção

Claudia é a primeira mulher a trabalhar em um cargo de liderança na área de alta tensão, o que confirma a política da Energisa como uma marca empregadora que valoriza a diversidade.

Na rotina de trabalho, Claudia costuma chegar cedo à Energisa, onde separa as ferramentas para a equipe, e cumpre a agenda de reuniões com colegas de outros departamentos, como perdas, compras e com parceiros externos. Em campo, são feitos os trabalhos de prevenção e o atendimento a ocorrências emergenciais.

Tensão no ar

Profissionais que trabalham com manutenção, como Claudia, estão o tempo todo atentos. “É o tipo de serviço que não tem dia ou hora para ser feito. As equipes podem ser acionadas a qualquer momento”, destaca.

“Quando há uma emergência, a primeira coisa que vem à mente é que há clientes, como hospitais, indústrias, supermercados ou residências sem energia naquele momento, o que sempre gera um grande desconforto. Por isso, é preciso conversar com a equipe para que consigamos ter agilidade e, ao mesmo tempo, preservar a segurança”, explica.

No dia a dia, a supervisora tem de colocar em prática a descrição dos trabalhos – reparos e manutenções preventivas. Mas o trabalho de campo também pode ser útil na identificação de novas demandas. Por isso, cada saída com a equipe exige muita atenção.

Mesmo sob os riscos desse tipo de atividade, há um momento em particular que faz a supervisora da Energisa e outros colegas, inclusive os mais experientes, ficarem extasiados. Todos param para admirar o arco fotovoltaico, que é visível quando se faz a manutenção do disjuntor. “É quando vemos a energia. Só quem é apaixonado, entende”, afirma Claudia. 

Inspirando futuras engenheiras

O entusiasmo com a profissão, além de já ter levado Claudia ao cargo de supervisora, já “contaminou” uma prima, que se inspirou em sua história e está cursando engenharia. “Minha trajetória até agora me deu a certeza de que, independentemente do gênero, a capacidade de todos é igual. É isso que eu procuro deixar claro quando sinto que há algum tipo de preconceito. “Se formos livres por dentro, nada nos aprisionará por fora”.