Energisa inova na utilização de drones e helicópteros para inspeção da rede elétrica e realização de reparos em áreas com mata nativa de difícil acesso

Em junho de 2021, a equipe de inspeção da Energisa responsável pelas regiões Sul e Sudeste do país fazia uma verificação de rotina em sua rede elétrica quando detectou algo estranho. Captadas por um drone, as imagens mostravam um cabo em uma zona rural no município de Extrema, no sul de Minas Gerais, com alto risco de rompimento danificado pela ação de um raio. Ainda operante, era questão de (pouco) tempo para que ele rompesse por completo, deixando todo o sul de Minas no escuro.

Com um terreno muito acidentado e permeado por zonas rurais de difícil acesso, a área é um desafio em casos de emergências, e a descoberta preventiva do problema só foi possível por conta da inspeção aérea da região. Não fosse o drone, o cabo danificado teria se rompido, causando uma alta de energia de longa duração para milhares de pessoas.

– Essa é uma região com muitas indústrias de grande porte, o estrago seria enorme – avalia André Alves Rocha dos Santos, coordenador de manutenção em subestações e linhas de transmissão da Energisa. – O drone foi fundamental para a gente identificar com exatidão um futuro problema que poderia trazer grandes consequências. Problema que eu não sei como iríamos resolver e nem em quanto tempo.

A adoção de drones e helicópteros durante as inspeções rotineiras e emergenciais da Energisa melhorou radicalmente a eficiência e rapidez das ações em campo. De acordo com André, as checagens aéreas demoram cerca de uma semana para serem realizadas; por terra, o tempo antes era de 3 a 4 meses de operações.

– O DNA da Energisa sempre foi o de inovar através dos melhores recursos tecnológicos, entre equipamentos e ferramentas, para facilitar o dia-a-dia do nosso trabalho – ressalta Victor Rispoli, gerente de Operações da Energisa MG, pioneira no uso de drones e referência em sua utilização. – A topografia de Minas é muito acidentada, por isso os drones auxiliam em muitos aspectos, como a segurança, a agilidade, eficiência e a sustentabilidade.

Imagens com a ação dos drones na rede elétrica.
Detalhes da operação de drones

Em março deste ano, uma equipe de técnicos da Energisa em Minas Gerais utilizou a tecnologia dos drones para lançamento de cabos em uma obra na rede elétrica de São João Nepomuceno. Com isso, foi possível preservar aproximadamente 3 mil metros quadrados de vegetação nativa, evitando a abertura de faixa de servidão na mata para a chegada dos profissionais.

A obra foi feita em uma área rural com distância entre um poste e outro de aproximadamente 350 metros. O serviço foi concluído em 20 minutos, sendo que da forma tradicional demoraria no mínimo 3 horas, sem contar o tempo para abrir o acesso à equipe terrestre.

O lançamento de cabos-guias, feitos de nylon, é uma das etapas do processo de construção de novas linhas de transmissão e o uso de drones vem para otimizar. Além de práticos, os equipamentos evitam que os cabos enrosquem na vegetação e dispensam a necessidade do corte de árvores, contribuindo para a preservação do meio ambiente e a segurança dos trabalhadores.

Colaborador da Energisa manuseia controle do drone olhando para o drone voando.
Amilton José de Souza Correa realizando inspeção com drone na sede da Energisa MG

Esse ano, a Energisa MG ainda vai adquirir cinco novos drones, o que representa um investimento de R$ 120 mil. A tecnologia tem aumentado a produtividade e reduzido o tempo de realização dos serviços em 60% nas áreas rurais.

– Dois protótipos que estamos estudando são drones com uma lanterna acoplada, para emergências noturnas, e outro à prova d’água, para situações com chuvas – conta Victor.

Além de ajudarem nas inspeções de locais de difícil acesso, com travessias de rios ou pontes em estado precário, outra vantagem dos drones é a qualidade das fotos, onde é possível identificar defeitos que numa inspeção tradicional não seria possível, além de evitar também escaladas em torres ou postes de transmissão.

Carlos Alexandre de Oliveira, gerente de Operações da Energisa em Rondônia, conta que, certa vez, houve uma falta de energia no circuito principal que atende o município de Cacaulândia. Porém, o local era de difícil acesso devido à vegetação, e a viatura dos eletricistas não conseguiam passar para fazer a inspeção e identificar o defeito.

– Usamos o drone para inspecionar a rede e o defeito foi encontrado rapidamente. O drone no setor elétrico tem ajudado também na análise de cenário, no planejamento das atividades e, sobretudo, diminuindo o tempo de atendimento.

Confira mais detalhes do trabalho de Carlos com os drones em Rondônia no vídeo abaixo: