Grupo Energisa apoia diversas iniciativas de mulheres para a equidade de gêneros dentro da empresa

Toda vez que Luanna Marques da Silva Cavalcante vai buscar a filha Mariana, de 4 anos, na escola em João Pessoa/PB, é um agito no colégio. Fardada com o uniforme da Energisa, a eletricista de 31 anos causa um alvoroço assim que chega ao portão do colégio, recebida como uma verdadeira super-heroína pelas crianças: “A mãe da Mariana tá aqui! Ela sabe subir em poste!”, gritam os alunos.

Quando Luciana Acácio, de 29 anos, adentra pela manhã o Centro de Operação da Energisa em Minas Gerais, de onde é coordenadora, costuma fazer uma visita às mesas dos colaboradores que estão sob sua chefia. Ela pergunta sobre suas famílias, se estão se sentindo bem naquele dia e deseja um bom trabalho a todos. Recentemente, telefonou para um operador da empresa que havia há pouco feito um teste de COVID que dera negativo. Durante a conversa, percebeu que a voz do funcionário não estava boa. Pediu para que ele refizesse o teste. O resultado deu positivo, o que mostra o olhar cuidadoso com as pessoas.

Em maio do ano passado, com pouco mais de um mês de empresa, a engenheira de inovação Gisele Margarido, de 35 anos, propôs que colaboradoras de diferentes áreas da empresa se reunissem para a criação de uma rede que tem como objetivo empoderar e desenvolver habilidades que potencializam as carreiras das mulheres da Energisa. Nasceu, assim, o El@s de Energia. Durante os encontros, elas falam dos desafios profissionais, incentivam umas às outras, criam projetos e abordam questões pessoais importantes, como saúde mental.

Gisele Margarido, engenheira de inovação na Energisa Paraíba

Gisele orgulha-se de estar, junto com suas parceiras, abrindo caminho para inspirar e incentivar cada vez mais mulheres do Grupo Energisa a ir além e alcançar seus potenciais. Não à toa, um dos principais pilares da comunidade gestada em maio de 2021 é a criação de ações concretas nesse sentido. A primeira delas, com lançamento neste 8 de março, é o projeto piloto voltado à inclusão de mulheres nas áreas de tecnologia e inovação. Intitulado “El@s de Energia – Data Science para não programadoras”, o curso terá aulas a fim de capacitar mulheres em análises de dados.

– Há uma demanda grande do mercado por profissionais de TI, e o El@s de Energia é uma iniciativa relevante dentro da empresa em muitos aspectos, então espero que esse seja apenas o primeiro projeto de muitos que estão por vir – defende Gisele.

Já Luanna foi aluna da primeira turma de eletricistas exclusiva para mulheres da Escola de Energia – iniciativa da Energisa Paraíba, em parceria com o SENAI. Ela se formou em julho de 2021 e, em seguida, foi uma das três contratadas para trabalhar no Grupo. A paraense passou por um treinamento interno e hoje é eletricista de distribuição de corte e religamento de João Pessoa, na Paraíba. Luanna é a primeira mulher eletricista de uma família com muitos parentes no ramo.

– Sempre tive curiosidade, mas achava que seria difícil, por ser mulher. Quando vi o curso, quis me inscrever imediatamente – conta Luanna, que está acostumada ao constante zelo do pai, preocupado com o dia-a-dia do serviço da filha. – É um trabalho muito arriscado. Bastam alguns segundos para acontecer alguma coisa, mas eu amo o que eu faço e tenho muita atenção. Acho, inclusive, que mulher é muito mais ágil. Já chega sabendo o que tem que fazer, não enrola, é mais organizada. A gente chega e resolve!

As vantagens da energia feminina em áreas culturalmente ocupadas por homens são sentidas também na outra ponta do fio, no Centro de Operação da Energisa em Minas Gerais. É lá que Luciana, de 29 anos, coordena uma equipe de 49 colaboradores, 47 deles homens – muitos com mais anos de empresa do que a idade da engenheira, o que faz com que ela já tenha ouvido muito a famosa frase “você tem idade para ser minha filha”. Promovida internamente em julho de 2021, Luciana é a primeira mulher a assumir o cobiçado cargo na Energisa em Minas Gerais, e logo conquistou o respeito e a admiração de todos com sua competência e personalidade.

– O Centro de Operação é o coração da empresa, é onde eu queria estar, e ele é movido por tomadas de decisões que envolvem muita responsabilidade. Eu me tornei mãe há pouco tempo e acho que a maternidade me fez uma profissional melhor, com mais escuta e menos ansiedade. Sei esperar e pensar mais antes de tomar uma decisão importante – avalia a engenheira. – A competência para assumir um cargo, qualquer um pode ter, homens e mulheres. Não há diferença. Mas acredito que as mulheres fazem uma melhor limonada com os limões que têm.

Luciana Acácio, coordenadora do Centro de Operação da Energisa em Minas Gerais

Super-heroína dos pequenos, Luanna também provoca espanto e admiração entre os mais velhos. Há poucos dias, a eletricista estava fazendo um religamento próximo à sua cidade quando o cliente, um senhor de 92 anos, foi surpreendido pela chegada de Luanna.

– Ele me disse que nunca tinha visto uma mulher fazer aquele serviço. E falou que se ainda fosse jovem, com idade para ser pai, daria o nome da filha de Luanna, em homenagem à mulher mais corajosa que conheceu – conta, com orgulho, a eletricista.