Em entrevista à Exame, Ricardo Botelho, presidente do Grupo Energisa, destaca a importância de ações que levem cidadania e reduzam as emissões de CO2 na Amazônia Legal

O avanço dos projetos encabeçados pela Energisa na Amazônia Legal foi tema de entrevista com o presidente Ricardo Botelho na Exame, publicada em 3 de julho.

O executivo lembrou que, apesar das dificuldades trazidas pela pandemia e da complexidade logística para a execução de projetos em locais remotos e de difícil acesso, a companhia está entregando os projetos planejados para 2021. Assim, a companhia contribui com o fornecimento de energia de qualidade, além de valorizar a cidadania da população e reduzir as emissões de CO2 na região amazônica.


Iniciativas como as que têm sido colocadas em prática na Amazônia Legal, explicou Botelho, reforçam o compromisso da companhia com o conceito ESG – sigla em inglês para os temas ambientais, sociais e de governança na esfera empresarial. 

Nesse contexto, um projeto desafiador no interior do Acre, próximo a fronteira com o Peru, tem servido de inspiração para a Energisa. Em Vila Restauração, comunidade com cerca de 750 habitantes, o fornecimento de energia só é feito três horas por dia – obtida por meio de geradores a diesel, poluentes e de alto custo. 

A Energisa Acre, distribuidora de energia do estado, já começou a executar o projeto de instalação de placas solares na localidade. Com investimento de R$ 15 milhões, foi montada uma operação para levar os equipamentos da Alsol –empresa voltada a soluções de energia renovável – de Uberlândia, interior de Minas, onde funciona a sua sede – para a comunidade.

Foram necessários, em média, 12 dias de deslocamento, entre estradas e vias fluviais até a Vila Restauração. “A proposta aqui é a de melhoria de vida, o que considera os gastos das pessoas com a geração de energia, hoje poluente”, disse Botelho à reportagem da Exame.

Botelho, presidente do Grupo Energisa: energia renovável para o bioma mais importante do país

A Vila Restauração é um dos exemplos do que a Energisa tem feito numa política alinhada ao conceito ESG. A companhia vem avançando em outros projetos para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) na Amazônia. Com o desligamento de usinas termelétricas na região, iniciado em 2019, sua meta é até 2025 desativar 19 termelétricas. São 13 unidades em Rondônia, 5 no Acre e 1 no Pará – 10 serão desligadas ainda em 2021, no maior programa do tipo em território nacional.

Para o presidente do Grupo Energisa, a agenda ESG e a corrida por um mercado de carbono global devem ganhar uma importância não apenas para o setor energético, mas como uma pauta nas discussões diplomáticas. “Precisamos recuperar a boa imagem do Brasil mundo afora. Temos a matriz energética limpa, as florestas, a Amazônia e tudo ao nosso favor. Basta resgatar esse potencial”, declarou. Botelho está determinado a colocar a Energisa no protagonismo desse movimento empresarial.