Projetos apoiados pela Energisa em MT mostram, na prática, como é possível fazer o uso consciente e seguro da energia elétrica.

Não é preciso nenhum esforço para ver que a energia elétrica está presente o tempo todo na vida das pessoas. Apesar do papel tão relevante, sua utilização ainda é muito irregular, com desperdício não só de energia, mas de dinheiro. Com isso, as distribuidoras têm de atender ao Programa de Eficiência Energética (PEE), regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e desenvolvem ações voltadas à promoção do uso correto do recurso em todos os setores da economia.

Apesar das dificuldades operacionais trazidas pela pandemia, o Grupo Energisa mantém a preocupação com o apoio aos projetos selecionados no PEE.  Para isso, todos os anos a empresa trabalha em projetos que demonstrem a importância de melhoria da eficiência energética de equipamentos, processos e outros usos de energia. Vão desde a substituição de lâmpadas e geladeiras nas residências de pessoas em situação de vulnerabilidade até a troca de iluminação em prédios públicos, em ruas, hospitais e escolas.

Para viabilizar essa proposta, as empresas distribuidoras que atuam no setor buscam selecionar projetos que demonstrem tanto a importância quanto a viabilidade econômica de melhoria da eficiência energética de equipamentos, processos e outros usos de energia.

Em Mato Grosso, o PEE atraiu interessados em duas das diversas segmentações do programa, como iluminação pública, com apoio a projetos que preveem a troca de luminárias públicas de LED, e o poder público, com propostas em sedes administrativas. Ao todo, estão sendo apoiados 20 projetos no estado. Só na substituição de lâmpadas na iluminação pública foram 4.962 unidades de luminárias de LED, o investimento deverá alcançar R$ 7,9 milhões. 

Em educação e esporte, estão sendo investidos R$ 3,6 milhões na substituição de 11 mil lâmpadas. Algumas unidades têm contado também com a instalação de usinas fotovoltaicas e a troca de aparelhos de ar-condicionado.

Um dos maiores projetos da Energisa no estado, dentro do PEE, está em implantação no campus de Cuiabá da Universidade Federal de Mato Grosso, com a substituição de 4.606 lâmpadas, além da instalação de uma usina de geração fotovoltaica com capacidade de geração de 52,56 kWp e a troca de 77 aparelhos de ar-condicionado. O investimento de R$ 752 mil, aproximadamente, vai gerar uma economia de 414,47 MWh/ano – suficiente para abastecer 1.658 residências que consomem 3.000 kWh por ano. Na soma dos três campos beneficiados (Cuiabá, Rondonópolis e Pontal), serão 7.016 lâmpadas novas.

Na Assembleia Legislativa de Cuiabá os números também chamam a atenção. O aporte de R$ 741 mil, feito pela Energisa, permitiu viabilizar a 7.408 lâmpadas, com a expectativa de  economia de 412,67 MWh/ ano, um volume capaz de fornecer energia para 1.650 casas com consumo de 3.000 kWh por ano.

Na capital mato-grossense, a modernização de aparelhos ineficientes do CEJA Antonio Cesario, financiada pela Energisa, além de resultar na economia na conta de luz, a possibilidade de contar com salas de aula bem iluminadas e climatizadas para receber com mais conforto os alunos já adultos que tem a rotina desgastante do dia-a-dia. 

Iluminação pública na capital e no interior

Os projetos da Energisa dentro do PEE também foram levados ao interior de Mato Grosso. Além de Cuiabá, estão recebendo investimentos para modernização da iluminação das vias as cidades de Alta Floresta, Nobres, Nova Lacerda, Diamantino, Campo Verde, Tangará da Serra, Nova Mutum, Jauru e Sapezal. Nessa frente, serão substituídos 4,9 mil pontos de iluminação pública, enviados para descarte ecologicamente correto.

Em Alta Floresta, por exemplo, o plano prevê a troca de 595 pontos na iluminação pública do município para luminárias de LED, com o desembolso de R$ 788 mil. A previsão é atingir 503,47 MWh/ano de economia – suficiente para abastecer 2.014 residências.

A escola da rede estadual Adalgisa de Barros, em Várzea Grande, com 50 anos de história, conta com cerca de 1.400 alunos e tem recebido o suporte para a troca de 995 lâmpadas e a instalação de uma usina de geração fotovoltaica com a capacidade de geração de 134,95 kWp. Por ano, a economia chegará a 267,60 MWh/ ano, o mesmo que é consumido no ano por 1.070 residências. 

Os municípios Campo Verde e Nova Mutum estão sendo contemplados com projetos de substituição de lâmpadas usadas na iluminação pública por meio da troca de 514 pontos de IP para LED em Campo Verde, com R$ 800 mil investidos e R$ 481 mil a menos de gastos. Já em Mutum, graças à substituição de 547 pontos, calcula-se uma economia de R$ 463 mil. Se forem somados os ganhos obtidos nas duas cidades, é o equivalente ao consumo de 4.297 residências com consumo de 3.000 kWh por ano.

Uma das etapas de suma importância dos projetos de Eficiência Energética é a realização do treinamento e capacitação, com o qual buscamos desenvolver o uso racional de energia elétrica, com o objetivo de promover e transformar novos hábitos de consumo”, relata Alex Fabiano, analista de Eficiência Energética no estado.

Para Monique Gomes Pereira, analista de Eficiência Energética, o maior desafio quase sempre é a redução do desperdício. “Durante toda a realização dos nossos projetos, buscamos conscientizar os clientes sobre a importância de combater o desperdício de energia, e o mecanismo utilizado no treinamento é sensibilizá-los para mudanças comportamentais.” diz.

Outro aspecto de políticas de substituição da iluminação pública, além da economia, é a segurança da população. Ruas mais iluminadas apresentam uma queda de casos de roubos e furtos à noite. Além disso, com os recursos financeiros economizados, o poder público pode investir em outras áreas prioritárias, como saúde e educação.

Não são apenas os órgãos públicos que podem participar dos programas de eficiência energética, mas toda a sociedade participando, por exemplo, do projeto Nossa Energia. O projeto percorre o Estado com três unidades móveis com o objetivo de combater o desperdício de energia, por meio de palestras de conscientização e ações que ajudem a disseminar hábitos mais eficientes e racionais no uso de energia, além de dicas de economia repassadas com ações de cunho educativo.

Em 2020 o projeto Nossa Energia teve a necessidade de parar os caminhões em virtude da pandemia causada pelo novo coronavírus, mas ainda assim continuou a promover o uso adequado de energia elétrica com a substituição de equipamentos elétricos antigos por outros com selo PROCEL de economia de energia para clientes de baixa renda em Cuiabá e em seis instituições filantrópicas de Mato Grosso: Fundação Abrigo Bom Jesus (Cuiabá), Lar dos Idosos São Vicente de Paulo (Várzea Grande), Casa do Adolescente (Tangará da Serra), Centro de Reabilitação Louis Braille (Rondonópolis), Lar Servas de Maria (Cáceres) e Centro de Restauração de Vidas Ebenezer (Sinop).