Em 10 anos, enquanto IGPM subiu 133% e IPCA acumulou alta de 79,7%, tarifa residencial subiu 40%; Reajuste médio em 2021 será de 6,93%, contra inflação de 10,15% no mesmo período.

A Energisa informa que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou hoje que as tarifas de energia no estado sejam corrigidas, em média, por índice de 6,93%. O reajuste foi aprovado em reunião pública de diretoria do órgão, que também homologou reajustes em três outros estados. Com a decisão, a tarifa de energia de Rondônia passa a ser a quinta menor do país. 

Para os clientes residenciais, o índice será de 5,78%, pouco mais da metade da inflação média no período, que foi de 10,15% (IPCA). 

Na reunião pública que ratificou o reajuste proposto pela área técnica da agência reguladora, o diretor da Aneel, Efrain Cruz destacou a mudança na trajetória da tarifa desde 2018. Segundo ele, por uma série de medidas na esfera regulatória, foi possível que a tarifa de energia, que até aquele ano acumulava alta acima da inflação (ver gráfico acima), passasse a ser reajustada sempre abaixo da inflação.  

“Hoje, Rondônia tem a quinta tarifa mais barata do Brasil. Não figura mais entre as tarifas mais caras do país. O estado é um exemplo do reflexo positivo do que fizemos no ambiente tarifário”, disse. 

Em seu voto, o diretor da Aneel também destacou visita recente à Energisa em Rondônia. Na ocasião, foi informado dos avanços do Plano de Investimentos de R$ 1,7 bilhão da distribuidora e participou da entrega de uma geladeira do Programa de Eficiência Energética (PEE) para o cliente de número 100 mil da Tarifa Social no estado de Rondônia. 

“Devemos fazer justiça quando a concessionária cumpre seu papel em distribuir energia com qualidade e preço justo”, disse. 

Apresentação técnica da Aneel destaca componentes da tarifa de energia 

Como já ocorreu em 2020, a queda no custo da energia elétrica e a Conta Covid, mecanismo criado pelo governo para minimizar o impacto da pandemia sobre o setor elétrico, impactaram positivamente na tarifa, ou seja, ajudaram a reduzir o índice médio. Além disso, esse ano, houve uma redução no custo de transmissão da energia. 

O gerente de Regulação Econômica da Energisa, Bernardo Magalhaes Athayde, destaca a transparência da agência ao apresentar os vários componentes da tarifa de energia. Segundo ele, é importante que o cliente tenha clareza que o valor cobrado pela empresa no talão de energia não fica integralmente na distribuidora. 

“Na apresentação da área técnica, fica claro que, na prática, de cada R$ 100 pagos pelo consumidor, geradoras e transmissoras ficam com R$ 34,30, R$ 37,30 são encargos e tributos. A distribuidora fica com R$ 28,40”, explica. ​